…if I can make it there, I’m gonna make it anywhere

Comentei algumas vezes sobre a experiencia de viver em Nova York durante quase 3 anos. Um depoimento que escrevi para a revista Nova e encontrei nos guardados, também postei com o título “Eu larguei tudo e fui viver em Nova York”. Foi por este texto descoberto em uma pesquisa genérica na internet que uma paulistana, em vias de tomar uma decisão parecida, me enviou um email. Sem jeito para consultório sentimental respondi com a carta abaixo… Nova York foi transformador, mas também poderia ser Cingapura ou Tegucigalpa, qualquer lugar que eu fosse iria mudar meu rumo pois era exatamente isso que eu procurava… Poeticamente, a frase final da canção que se tornou hino da cidade cantada por Sinatra, tornou-se meu lema até hoje “…if I can make it there, I’m gonna make it anywhere” (se eu consegui lá, conseguirei em qualquer lugar)E a vida segue, ou como preferem alguns, a fila anda. Segue a carta para Helena.

Cara Helena

 gosto imensamente do seu nome. Quando esperava meu filho, num tempo em que não havia ultrassonografia, este era um dos meus favoritos caso fosse menina…
Bom Helena, quanto a chutar o balde e começar tudo em outro lugar quem sou eu para não recomendar pois fiz isso diversas vezes… Para vc ter uma ideia, quando meu filho tinha 23 anos – hoje ele está com quase 40 – fizemos uma conta de quantas casas tivemos desde o seu nascimento e chegamos ao número de 27 ! E pensar que tivemos casas onde moramos por mais de 2 anos…
Perdi a conta de quantas coisas materiais deixei no caminho, comprei tantas vezes geladeira e escorredor de prato, montei quase uma dezena de casas, mas nunca abri mão de carregar em todas as mudanças meus discos e livros, como na canção do Zé Rodrix gravada pela Elis Regina que falava em uma casa no campo. E levei comigo  também os amigos e as experiencias que todos estes lugares me trouxeram…Em um tempo sem AIDs não havia medo de se entregar a uma paixão e sair em busca de um novo amor ! Havia também as deliciosas irresponsabilidades da juventude e ao mesmo tempo uma total responsabilidade pois o que mais se queria era viver fora da casa dos pais…
Entre tudo o que vi na vida, confesso que o melhor foram os exemplos de generosidade de muitos amigos que me acolheram quando não tive emprego, dinheiro, nem teto e nem esperança… E talvez daí veio a minha escolha de ter São Francisco  sempre por perto com a certeza de que é dando que se recebe… E o dar muitas vezes basta apenas um sorriso, uma palavra, pois isso é que faz girar o mundo, trabalhar sinergicamente a vida…
Helena querida, por onde for vá inteira. Leve a sua verdade, seus melhores desejos e pensamentos que a vida irá escancarar portas para seus sonhos…
Acredite em você que o mundo responderá positivamente…
Um beijo carinhoso e me deixe saber dos seus caminhos…
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Uma resposta para “…if I can make it there, I’m gonna make it anywhere

  1. Que delícia essa sua consulta-sentimental-baseada-na-vida-real, Léa!

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