O que se faz por um amigo

Quando Akira chegou a casa, Xico já tinha 6 anos. Ele a respeitou como filhote, ela o incentivou a sair do marasmo da sombra da varanda e correr no quintal. Algumas vezes pensei que se ele falasse diria “lá vem aquela menina me tirar da boa vida”. Mas o que percebo é que um trouxe alegria para o outro. São de raças bem diferentes. Enquanto ele, um Golden Retriever vem de uma raça desenvolvida para tornar-se um cão de caça de aves aquáticas e selvagens, ela, Pastora Canadense, nasceu de uma variante do pastor alemão capa preta, ótimo policial, bem sucedido como animal de pastoreio.

Xico foi a praia a primeira vez aos 6 meses e sua relação com o mar foi imediata. Estava no seu habitat. Akira, arisca e ainda em processo de adestramento, só este verão começou a andar na praia, e nos últimos dias vi algo maravilhoso. Apesar de não ter a menor competência para o mar, entra na água com destemor atrás do Xico. Vai por causa do amigo, quer estar junto. Vendo os dois na brincadeira de pegar um pedaço de pau jogado a distancia, pensei em quantas vezes fiz coisas que nem gostava para agradar um amigo. Aceitei o convite para programas chatíssimos, ouvi casos cansativos, ri de velhas piadas, provei temperos estranhos, assisti filmes sonolentos, tudo para estar junto. E sei que a recíproca é verdadeira. Nem sempre sou a melhor companhia, mas confesso que mesmo se eu não soubesse nadar, daria um jeito de ficar um pouco no mar para estar com um amigo. Eles é que conhecem a minha trajetória. Um brinde aos amigos nestas fotos da Akira e do Xico.

Em tempo : a Xico está tosado por conta do verão.

 

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4 Respostas para “O que se faz por um amigo

  1. Léa minha amiga, vou vivendo da alegria de seus relatos de um cotidiano aberto de mar areia e sol! Briza que entra sem precisar pedir licensa na minha vida . Beijos e obrigada.

  2. Léa, você é uma sábia, descreve com maestria e muita sabedoria o que vem da nossa alma, as vezes escondida…te amo amiga.

  3. Os “rapazes” estão à vontade e estas águas são “assim ó” com as de Paquetá. Ô, Leá, foi inevitável para mim. Beijos.

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