
Vão-se os anéis, ficam os dedos…
Esse dito popular hoje me soa de outra forma. Não perdi os anéis; foram os dedos que afinaram. Com receio de que ele caísse em um movimento mais brusco, achei melhor guardá-lo.
Se não estiver enganada, esse anel morava no meu dedo mínimo desde 1986 ou 1987. Fez ali a sua casa, encaixou-se de tal maneira que nada mais conseguia fazê-lo sair… Até que o tempo afinou os dedos.
Foi testemunha de grandes momentos da minha vida. Está presente em muitas fotografias e guarda, silenciosamente, tantas lembranças.
Hoje, aposentou-se na gaveta.

Fotos Claudia Schembri e Rogerio Erlich