Gosto da lenda do pote de ouro no pé do arco-íris. Singela e lúdica leva para vôos sem asas, pura imaginação. E o que eu faria com um pote de ouro? E como faço para chegar até lá? Sempre acho que encontrarei muito mato no caminho e me vejo debatendo em um capinzal que cobre a minha cabeça. Cobre sim a minha cabeça, mão não é o capinzal. São tolos os pensamentos que não deixam ver que o pote de ouro está dentro de mim, dentro de nós. As soluções estão aonde nascem os problemas, e não fora de deles… Lembrei disso quando Cláudia enviou esta seqüência linda de fotos feitas na travessia da balsa… Fez um sol lindo e depois veio uma grande chuva, prenúncio de arco-íris… E eis que surge o pote de ouro no momento em que entendemos que somos luz e sombra, o bom e o mau, a tristeza e alegria, e todos os inversos são um só. A alma humana é simultaneamente divina e diabólica, sagrada e profana, santa e pecadora. E se for prestar atenção ao que escreveu Hermes Trimegisto na Tábua da Esmeralda em 680 dC, “é verdade, certo e muito verdadeiro que o que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.” Ninguém é só sol nem só chuva…Mas todos somos arco-íris com pote de ouro… (Fotos : Cláudia Schembri)
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