Teclando

Ah! Microsoft e Dell, jamais pensei escrever uma crônica relatando que um problema provocado por vocês mexeu tanto comigo…. De repente comecei a não poder mais usar o Word, meu companheiro há mais de duas décadas. Um aviso repetitivamente travava qualquer trabalho e avisava que o produto não estava registrado…. Assumo já ter usado Office pirata, mas este eu comprei! Não carrego culpa, nem creio em cobranças retroativas em casos deste gênero, por isso fui atrás de um técnico da Dell que, em meio a reinstalação do Office, simplesmente desligou o telefone, interrompeu a operação, pois eram 8 horas da noite em Brasília e os serviços cessam. Assim, simples. O consumidor que se ferre e volte amanhã.

A-fim-de-customizar-o-teclado-do-computador-4

Estas 12 horas que fiquei sem o Word cheguei à triste conclusão que não sei mais escrever à mão. Até mesmo os bilhetes saem com letra horrorosa. A bem da verdade nunca soube, pois desde os primeiros ensaios em textos na máquina de escrever do papai, depois na Remington verdinha presente do Regis Cardoso, passando pelas Lexingtons das redações, a IBM com esfera no meu escritório e o PC386 com monitor monocromático com o programa Carta Certa, o meu oficio foi exercido nas teclas.

Duro constatar e nada mais a fazer senão colocar um whisky duplo com muito gelo, refletindo sobre o assunto. Antes de chegar nas teclas, as crônicas, textos ou qualquer outra coisa, nascem na minha cabeça. Levo um tempo na maturação. Às vezes divago juntando pecinhas no Mahajong ou números no Rummikub, até as palavrinhas se encontrarem acontecendo o milagre da escrita. É mágico, prazeroso, vital. Nesta noite sem teclado resolvi tentar no celular, mas meu pensamento se perdeu. Passei então ao lápis no papel em branco, mas os dedos, apesar de tortinhos de tanta escrita, agulhas, pincéis outras coisas mais, não respeitaram o meu pensamento. São muito lerdos.

Fui dormir concluindo que o teclado é praticamente uma extensão das minhas mãos. Declaro que jamais poderei viver sem eles, pouco importa se em máquina de escrever, pc ou mac, são o que há de mais essencial para a minha sobrevivência. Certa vez, não sei se li ou ouvi o João Ubaldo comentar a necessidade de escrever todos os dias. Mesmo que não produzisse algo de qualidade, ele se obrigava diariamente a sentar frente ao computador e escrever. Desde que comecei a fazer as crônicas para o portal da Anna Ramalho, tenho seguido este pensamento… Acabo de escrever uma já estou pensando na outra e assim não abandono as palavras que me fazem tanta companhia e bem à minha vida…

Obrigada Microsoft e Dell por terem me dado de volta às palavrinhas… Mesmo tendo ficado muito zangada, o mau humor já passou e agradeço imensamente por esta noite mal dormida e juro minha total submissão aos teclados…

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