Na estrada

No caminho de Belmonte passo pelo pequeno cemitério, à beira da estrada, onde sepultei meu irmão. De longe vejo a cruz de cimento fixada na terra. Foi o que ficou. A matéria se fundiu com a terra, voltou ao pó. Não espero que ele esteja lá, ficou apenas a cena num velho filme de enterro em manhä de sol na véspera de Natal e o sentimento de que quando ele chegou, vindo do Rio de Janeiro como pediu, flutuou no ar, mergulhou no mar de Mogiquiçaba, se refrescou a sombra das árvores e seguiu para outra dimensão.
Mudou a cor da pintura do muro e do portão, as copas das árvores cresceram, a grama esta verde por conta das chuvas. Carros vão e voltam na estrada tudo ficou no tempo. Muitos nem olham ou lembram dos que ali deixaram, o tempo corre na estrada. Léa Penteado Enviado do meu Blackberry

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3 Respostas para “Na estrada

  1. Amiga…por incrível que pareça, não há uma vez que eu passe por lá que não me lembre dele.

  2. Pois é querida amiga. Nossos entes queridos vão (três irmãos já se foram, fora amigos/irmãos) , a matéria retornando ao pó e o espírito para a LUZ maior. Só nos resta a saudade e a certeza de que para lá também iremos e agradecer a DEUS pela graça da vida. Beijo amiga e saudade.

  3. Léa querida,até na despedida vc tem poesia em suas palavras!!!
    bjs

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