A Brastemp e eu

Santo AndrŽ - Santa Cruz de Cabr‡lia - Bahia - BrasilAinda lembro quando chegou a primeira máquina de lavar roupa em casa. Era uma Brastemp que ganhou lugar de honra na grande varanda que saía da cozinha para o quintal. Um eletricista colocou uma nova tomada para ligar a máquina e papai providenciou um gatilho com uma torneira num cano de água para atender única e exclusivamente a esta maravilha que só poderia ser manuseada por mamãe. Eu estava em plena adolescência  e ficava deitada na rede embaixo da mangueira e de vez em olhava para a linda Brastemp sonhando o dia em que tivesse a minha casa teria uma igualzinha… Mãos no tanque, nem pensar!

Foi uma experiência tão forte que quando tive a minha casa foi o primeiro “equipamento” que comprei. Com casamentos e mudanças, nacionais e internacionais, deixei lavadoras pelo caminho. Todas em perfeito estado mas na emergência doava ou emprestava para amigas e nunca mais voltava para buscar. E assim que montava uma nova casa, junto com a geladeira e o escorredor de pratos vinha uma Brastemp para lavar a roupa do menino que chegava com o uniforme imundo do colégio, depois as calças jeans do adolescente, ate as camisas sociais… Passei noites pensando na vida e colocando roupas na máquina. Entre uma batida e um molho, um tempo para abrir e olhar e ver a roupa deixando sua sujeira, como se eu também lavasse a minha alma. Lavar roupa era um prazer, por que não dizer, um ritual. Comprei colheres de pau exclusivamente para revirar as roupas, saquinhos vindos dos Estados Unidos  para roupas intimas e meias, testei todas as marcas de sabão em pó, desenvolvi técnicas, enfim, criei uma relação íntima e gostosa numa atividade que para muitos é um horror.

Entretanto o que descobri recentemente morando longe dos grandes centros urbanos é que a Brastemp, pode não ser uma Brastemp, se não houver uma oficina técnica autorizada de qualidade nas proximidades… E é o drama doméstico que me inspirou este texto. Há 9 anos ao vir morar na Bahia, obviamente comprei uma lavadora Brastemp que nos últimos 2 anos começou a dar problema e o único técnico autorizado da região cada vez que me visitava vinha com um diagnóstico cruel… Além do salgado preço da visita só para olhar a bonitinha, tinha sempre alguma peça para trocar e assim começou uma relação de põe e tira que doía no bolso. Como conclusão resolvi comprar uma nova que, para minha tristeza, em menos de 3 meses surgiu com um barulho estranho. Como está na garantia, telefonei para a loja que passou a ligação para o fabricante e caí aonde? No bendito técnico que além de não aparecer já posso prever que vai entrar no processo do tira e põe peças… O mais triste é que  em 10 dias de reclamação a Brastemp me esqueceu. Não podia ter feito isso com   uma consumidora tão fiel… Já não responde meus apelos por telefone ou nas redes sociais. São muito educados, dizem que vão retornar e nada…

Por isso não tive outra alternativa a não ser escrever a minha história de amor e decepção com a Brastemp… Acho que vou ter que buscar um fabricante que tenha melhor atendimento autorizado no sul da Bahia e aprender que nestes novos tempos, as marcas pouco valem, mas sim quem pode fazer a manutenção do produto…

Agradeço os que compartilharem esta história utilizando o ashtag  #abrastempnãoéuma Brastemp, quem sabe eles me respondem.

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Uma resposta para “A Brastemp e eu

  1. Brastempo? Ora, Léa, congelou-se
    no século passado. Beijos aquecidos.

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