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Procuro

Em Larchmont, NYC, maio 82

Procuro um amigo bem humorado, afetuoso, sensível à arte, sempre com muitas histórias prá contar… Ele tem paladar sofisticado, sabe silenciar na hora certa, é capaz de esquecer o tempo passar olhando alguma paisagem pela janela, encaracolando os cabelos e refletindo sobre a vida. Um sonhador. Apaixonado por novos projetos, repleto de idéias que expressa com um brilho nos olhos como se tivesse descoberto o caminho para as Índias.

Este amigo querido abriu a sua casa em New York para me receber “pelo tempo que quiser”. Foi ele quem me ensinou a andar pelas ruas de Manhattan, os caminhos do metrô, me levou aos lugares mais charmosos, aos museus, me apresentou aos subúrbios e foi a primeira pessoa a me mostrar nos anos 80 um computador na vitrine de uma loja na 6ª. Avenida.

No tempo do Beco das Garrafas ele era iluminador dos shows nas pequenas boates. Dizem que o termo “bicão” foi inspirado nele que colocava “um bico de luz” para dar mais brilho ao artista no palco. Não havia produtor, mas ele era um faz tudo, ficava em volta ajudando os artistas. Foi assim que conheceu pessoas incríveis e entre essas, Elis Regina, de quem se tornou grande amigo. Em janeiro de 82 eu estava em sua casa e no café da manhã ele contou que sonhara com “a baixinha”, como a chamava. A noite quando voltou do trabalho comentou que havia telefonado para o Brasil, mas so conseguira falar com Rogério, irmão da cantora. No dia seguinte acordei com o telefone tocando, era um amigo avisando sobre a morte de Elis.

O meu amigo aprendeu inglês lendo revistas e capas dos antigos LPs com um dicionário ao lado. Selecionava meia dúzia de palavras por dia e ficava decorando. Desde o final dos anos 70 vivia na ponta aérea com os Estados Unidos.  Foi ele quem levou Leny Andrade para cantar pela primeira vez no Blue Note em Nova York, o que gerou uma crítica deslumbrante no The New York Times… Lembro que ficamos uma madrugada andando por Manhattan, passando de bar em bar, esperando a hora de ir para a porta do jornal comprar o primeiro exemplar e nos deliciar com os comentários elogiosos à diva Leny que hoje tem lugar garantido em todos os palcos do mundo…

Com ele compartilhei muitas gargalhadas, choramos de tanto rir… Com ele  me debulhei em lágrimas de tristeza e saudades de amores mal sucedidos. Ai Zé, por onde você anda ? Quem tiver notícias de José Luiz de Oliveira, ou simplesmente Zé Luiz, sou grata…Dos amigos não abro mão…

Fiz esta foto saindo do Blue Note : Zé ao lado da Lali Jurowsky, bem atrás de Leny Andrade com seus músicos.

O ciclo

Em maio do ano passado uma amiga veio passar o fim de semana em minha casa e trouxe de presente um vasinho com orquídeas. Durante alguns meses as flores alegraram a minha varanda até saírem voando, pétala a pétala, e restar apenas a folhas verdes bem vivas que transportei para um xaxim e pendurei numa árvore de murtinho. Com um pouco de sol e otima vizinhança de samambaias, quando voltei para casa em setembro deste ano reencontrei o xaxim em flor. As orquídeas voltaram tão ou mais bonitas que as do  passado. Elas me olham e sorriem enquanto estou na rede ou quando ando pelo jardim. Hoje, no entanto, percebi uma pétala no chão. Não sei se orquídea tem pétala, mas uma de suas flores estava em fase de desmanche. Percebi que as que ficaram ja não sorriem do mesmo jeito. Estão ficando opacas, perdendo o vigor.  Tanto em flor como em gente o processo é igual. Não se brilha para sempre, mas se renasce com mais beleza.

Reflexões no café

Na falta de jornal para ler, tomo café da manhã olhando os passarinhos que ciscam as sobras do meu mamão colocado em uma das “praças de alimentação” do jardim. Hoje, no vai e vem dos passarinhos, percebi que um deixou a fruta e estava com outra coisa no bico. A princípio parecia uma folha, mas se passarinho comesse folhas as arvores do jardim seriam apenas galhos secos. Fixei mais os olhos e percebi que estava devorando uma mariposa, cheguei a ver uma asinha se soltar e ser levada pelo vento. Não imaginei que a lei da sobrevivência dos pássaros chegasse ao ponto de atacar uma “voadorazinha” como ele… Longe de ser um ato antropofágico era descaradamente a lei do mais forte sob o mais fraco.

Esta semana Amale, uma amiga que mora em Santo Antonio, um povoado aqui do lado,  contou que uma galinha do seu quintal estava chocando os ovos e um belo dia surgiu um pintinho. Sairam mamãe e filho pelo terreno, esquecendo que ainda tinham outros ovos a serem chocados. Preocupada com o abandono, Amale pegou outra galinha e colocou na função de chocadeira. Todo o dia ela passava pelo galinheiro e a galinha convidada ali estava sentada nos ovinhos. Mas já era tempo dos pintinhos terem nascido, quando minha amiga foi saber a razão viu que a galinha substituta estava comendo os ovos que fingia chocar…

Essa é a lei da nossa pequena selva. A competição, a inveja, a disputa acontece em todos os níveis. E em tempo que voador come voador e galinha de aluguel come os ovinhos, creio que nada mais me espanta. Utilizo estas cenas simples do cotidiano, um olhar atento para o que está a minha volta, para concluir que considero possível qualquer gesto humano.Não é o final dos tempos, é o início dos tempos de acreditar que cada um dá apenas o que tem.

Vento sul

Quando entra o vento sul, quem mora perto do mar sabe o que significa. O vento sul chega para mim como a imagem de um batalhão de cavaleiros, vestindo bombachas, facão na bota e chicote na mão cavalgando em alta velocidade derrubando os galhos das árvores e trazendo não a poeira da estrada, mas a chuva fina… Vão passando e deixando galhos secos no chão, árvores caídas, folhas trituradas e barcos se batendo no porto…

Quando entra o vento sul significa ficar em casa, fechar portas e janelas, ouvir o sino dos ventos na varanda tocar insistentemente novas composições, procurar o que fazer para ocupar o tempo. Arrumar gavetas, fazer cortinas, voltar a ler o livro que sobrou da última viagem, retomar os quadradinhos para uma colcha de crochê, colocar ordem no desktop do notebook que parece porta de loja de R$1,99 com tanta informação. Ler os posts de todos os amigos no FB, e isto inclui ver todos os vídeos, assistir filmes na TV.

Quando entra o vento sul o telefone fica mudo, a praia deserta e o mar revolto  traz o lixo e derrama na areia…É tempo para examinar os resíduos, sejam os do mar sejam os dos meus pensamentos em dias onde quase não se tem com quem falar. Converso com meus botões, organizo os projetos de vida, coloco ordem e prioridade: os que dependem apenas do meu empenho, os que precisam de um esforço maior e os muito difíceis – não impossíveis – quem sabe com um belo empurrão de Deus aconteçam…

Adoro quando entra o vento sul, é tempo de repensar…

O relógio

Às vezes penso no tempo, não o que passou, mas o que virá com as tantas coisas que ainda quero fazer. Esta noite sonhei que os ponteiros do meu belo relógio dourado tinham desaparecido. Eu chacoalhava o relógio e os ponteiros não voltavam. Ficaram só as horas e como não podiam ser marcadas o tempo não passava… Por alguns momentos me senti Alice caindo na toca do Coelho Branco da historia de Lewis Carrol, com as pernas balançando no ar rumo ao desconhecido. O que me tranqüilizava era saber que o meu relógio não era igual ao do medroso Coelho Branco que sempre está atrasado para alguma coisa temendo a bronca da Rainha de Copas e da própria Alice. E neste mundo dos absurdos que os sonhos nos levam, como que por encanto um amigo chegou e apertando alguns botões as horas mudaram de lugar formando um ponto de interrogação que ocupava todo o mostrador. E por mais que tentássemos colocar ao menos às horas em seu lugar a interrogação continuava desafiadora. Este processo está longe dos meus sentimentos em viver bem cada dia dentro da medida de onde estou e o que tenho prá fazer. Deixo o tempo acontecer, reparo nas marcas que ficaram com gratidão pelo o que representaram em minha vida… A interrogação é instigante e bem vinda em cada amanhecer, independente dos sonhos…

A Fé

José chega sozinho à missa aos domingos. Tem pouco mais de 7 anos e o conheço desde que nasceu, pois foi logo que vim morar na vila. É filho de Simone e do velejador Carlindo. Seu pai, nascido e criado em Vila de Santo Andre é quem melhor conhece os caminhos para as embarcações que vem por mar e entram no rio Joao de Tiba. Ele também leva os turistas à passeios maravilhosos, como subir o rio num fim de tarde e ver o show das maritacas cantando de volta pra casa, ou à Coroa Vermelha, um banco de areia e corais no meio do mar. Ele é uma doce criatura que ainda ensina a velejar.
Ontem quando fui comprar peixe à beira do rio encontrei Carlindo e contei da alegria em ver Jose compenetrado na missa aos domingos. Ele contou que o menino tem essa religiosidade, e mesmo que os pais não vão à missa faz questão de ir.
Carlindo relembrou que quando criança ouvia a mãe e a madrinha rezar. Um dia ele perdeu seu objeto mais precioso, o pião com o qual brincava todas as horas e com muita fé pediu ao Deus das orações da mãe que o brinquedo aparecesse. Encontrou e ficou feliz com sua crença. Alguns dias depois o seu primo, companheiro de brincadeiras, também perdeu um pião e ele sugeriu que pedisse à Deus. O primo achou que era bobagem fazer o pedido e nunca mais encontrou o pião.
A força da fé no Deus que salvou o pião, acompanhou Carlindo em tantos mares revoltos ao longo de sua vida. Fico refletindo em que momento a fé entrou em mim e não encontro um elemento material que pudesse simbolizar. Acho que a minha fé é como a de José, veio sozinha. É essência e vida. Enviado do meu BlackBerry® da TIM

Talking talking…

Nem me lembrava como são este dias de pre-mega evento, mas é como andar de bicicleta, a gente não esquece. Rapidamente se encontra o equilíbrio na agitação, por mais incoerente que possa parecer. É a volta ao habitat natural, sinto que meu gens é de grandes estréias, expectativas, adoro este clima, é a minha adrenalina.
Nas últimas 24horas reencontrei o cansaço de falar em outro idioma. Um test drive para os dias que virão. Nem sei a quanto tempo o tal do “inglês” estava guardado com carinho numa gavetinha por falta de uso. Ou preguiça. Mas como a necessidade é a melhor escola, rapidamente as portinhas abriram e as palavrinhas surgiram. A principio gaguejando, mas a cada frase uma ou duas novidades. Percebo que nada foi esquecido dos quase 3 anos que morei na América, apenas deixados como memórias antigas, brinquedos guardados. Vou tirando o pó, lubrificando, talvez não voltem a cor natural mas não perdem seu significado. Assim estou convivendo com esse tal de “inglês” pois frente a um israelense que nos visita não há outro jeito de contar quem é Roberto Carlos a não ser soltando a língua. Enviado do meu BlackBerry® da TIM

Grávida

Tem um bom tempo que não passo por aqui. Muito trabalho, muito texto e só um assunto : Jerusalém. Não consigo ser metade, quando entro num projeto estou inteira, grávida do tema. Há 3 noites sonho com as ruelas da cidade santa, com a via que une Tel Aviv a Jerusalém e até com pessoas falando uma língua que não entendo. Não sei se árabe ou hebraico. O caso é grave e a causa é justa. Enquanto aguardo no aeroporto a chegada de uma pessoa de Israel – so podia ser de lá !! – penso como adoro o que faço e a oportunidade de estar sempre frente ao novo. Bem vindos os desafios e os aprendizados que eles me trazem !! Enviado do meu BlackBerry® da TIM

Saudades de Portugal

Na Serra da Arrabida !

Talvez o frio dos últimos dias em São Paulo, a madrugada de sexta-feira chegando aos 6 graus, me deu uma saudade danada de Portugal… A proximidade com o Tejo e o mar, fazem com que haja tanto vendo nas esquinas de Lisboa que dá vontade de ficar na ponta do pé, pegar impulso e sair voando apreciando a paisagem do alto… Morei quase um ano na cidade que quando cheguei achava que era velha como os meus avós, mas em pouco tempo conheci sua modernidade e frescor, mesmo andando por ruas estreitas com casarios antigos iguais ao interior de Minas. Afinal a arquitetura veio de lá…

Não pensei que fosse gostar tanto de Portugal. Tive a oportunidade de visitar 25 universidades em todo o país falando sobre o projeto Rock in Rio-Lisboa. Eu e Nuno viajávamos de carro pelas mais lindas estradas contando “causos”. Duas vezes na Universidade de Coimbra – a 2ª. mais antiga do mundo -, em Aveiros onde tem os famosos doces de ovos moles e ruas que são rias, ou seja, rios…Braga, Porto, Beja, Batalha, Setubal, onde conheci a Serra da Arrabida o lugar mais lindo de Portugal, e o país a fora… Não tenho CDs me acompanhando em viagens, nem mesmo no apartamento paulista. Tenho um pen drive onde salvo os meus textos e onde “salvei” as minhas melhores lembranças em forma de músicas. Selecionei estas músicas num fim de semana de muito frio em Lisboa. Fui fazendo download sem critério. Coloquei o que soava bem aos meus ouvidos, o que me trazia a lembrança da experiência de viver nesta cidade de cultura tão próxima e ao mesmo tempo tão distante. No arquivo que intitulei “Marilea in Concert”, compartilhando com minha querida amiga Mariangela Sedrez que também morava por lá naqueles tempos, tem de tudo. Do rock dos ótimos Xutos e Pontapés, a fados com Amalia Rodrigues, Maria da Fé, Dulce Pontes e Marisa, as canções românticas de Rui Veloso (o maior cantor português!), Luiz Represas, Pedro Abrunhosa e João Pedro Pais, e a maravilha do Madre Deus e seu incrível Rodrigo Leão de quem fiz um dos seus cds como meu disco de cabeceira…

Os tempos em Lisboa foram de uma vivência profunda. Hoje ouvindo Portugal neste “solinho” de inverno paulista, remexendo em uns textos daquele tempo, encontrei este que segue abaixo. Gosto de lembrar o que vida me deu de bom.. Thanks God !

Quinta-feira, Novembro 13, 2003

Morri. Foi o que pensei ao olhar pela janela esta manhã e ver que estava cercada de nuvens. Estiquei o pescoço e vi que o estacionamento e a pequena quadra de futebol na entrada do edifício haviam desaparecido. O Parque Bela Vista foi junto, assim como a linha de trem. Do alto do 15º andar eu estava nas nuvens. Será que quando a gente morre leva junto o cenário onde estava pela última vez? Será que estou no céu? Mas morri de que ? Parada cardíaca ? Ao menos não doeu…Fui até a janela da sala, depois na cozinha e a cidade inteira havia sumido… O Tejo, a ponte Vasco da Gama, os conjuntos residenciais, era tudo uma névoa só. Fiquei um bom tempo apreciando aquele nada e tomando consciência de que continuava viva em Lisboa. Menos mal… Depois das 8 da manhã o cenário foi abrindo, esboçou um solzinho, mas a temperatura vai ficar entre 13 e 18graus…
Este aprendizado de inverno europeu é interessante. É preciso entender o organismo e adaptá-lo para uma convivência pacífica. Um surto de gripe tem rolado na equipe, passando de um para outro há alguns meses… Neste último mês acompanhei a minha gripe, depois a do Daniel, a da Agatha no fim de semana e ontem o Roberto (Medina) caiu mais uma vez… Nós do lado de baixo do equador somos despreparados para o inverno… Não percebemos que dentro de casa está tudo quentinho com o aquecimento central e na hora de ir para rua damos mole. Aí vem um ventinho qualquer e catapow ! Lá vamos arder em febre… Às vezes vejo na rua turista com aquela cara de leste europeu. Pele muito branca, bochechas rosadas, vestindo bermudas e camiseta. Chego a tremer de frio com a cena. Mas tenho pensado que quanto mais a gente se protege, mais fica vulnerável a ataques de todos os tipos. É a defesa que chega antes mesmo do ataque, gerando um círculo vicioso. Se eu me defendo, sou atacado. Mas se me despojar de todas as defesas serei forte. Pois ninguém caminha pelo mundo em uma armadura sem que o terror esteja golpeando-lhe o coração. Vale isso não só para o frio, mas para a vida. Este despojar do medo faz com que se consiga realizar sonhos. Roberto tem mostrado que esse é o caminho. Lembro que no Rock I, no meio da maior correria, perguntei a ele se não tinha medo e respondeu que alguém precisava manter a calma. Este não medir obstáculos é que faz com que as dificuldades sejam superadas. Roberto não se arma não se protege nem ataca. Ele simplesmente acredita no seu sonho e conviver com uma pessoa assim é estar aprendendo a cada dia.  

Em casa

Estou há dois dias trabalhando num novo projeto sem sair do apartamento em São Paulo . Acordei muito inspirada na 3ª. feira, encarei as teclas bem cedo, avisei ao pessoal do escritório e quando dei conta estava quase na hora do almoço. E ainda vestida de pijama e roupão. Continuei escrevendo e quando vi estava noite. Já passei por um processo desses e é mesmo assim, absorvente, dedicação total, alienação do que está do lado de fora. Hoje acordei e voltei ao computador até três da tarde quando constatei que ninguém no edifício notou que há dois dias eu não passara pela portaria. Tenho horários bem estabelecidos, aviso quando viajo e os porteiros nem notaram a minha ausência. Penso nas pessoas que vivem sozinhas, algumas morrem e só muito tempo depois encontram o corpo. Nascer e morrer são atos solitários, mas não precisamos levar ao pé da letra. Fico bem sozinha. Escrevo no silêncio, às vezes ouço o Adagio de Albinoni outras os Noturnos de Chopin, sempre alguma musica suave. E vamos combinar que é praticamente impossível estar fora do mundo quando se está conectada a internet, ligada no skype e no MSN. Mas a experiência destes dias me fez refletir em quem se importa com quem… E numa cidade tão grande como São Paulo as pessoas passam rápidas… Penso que o mundo está preocupado em postar um alô no facebook e mandar emails com novenas ou piadas. E enquanto refletia sobre o assunto, fazendo uma análise psicológica do indivíduo perante a sua solidão, escutei um grito do apartamento ao lado. Era a vizinha, uma viúva solitária, apaixonada por futebol, comemorando a vitoria do futebol feminino.

– Elas ganharam, elas ganharam !! Foi três a zero !!!

Os porteiros devem ter ouvido. Nada como ter alguma coisa para gostar e ocupar o tempo. Volto para as teclinhas, meu trabalho continua.