Finalmente a foto : com Joana Angelica Gusmão e Sonia Biondo.

Léa Penteado Enviado do meu Blackberry

O tempo

Como boa capricorniana sou muito pratica. Olho pra frente, o ontem foi maravilhoso, tenho saudades mas não sou saudosista. O melhor de se ter vivido bastante é alem de ter visto muita coisa é conhecer muita gente. E são as pessoas o principal elemento da minha vida. Posso estar distante como tenho passado a maior parte dos ultimos 8 anos, tempos na Bahia, agora a corrida em São Paulo, o vai e vem na ponte aérea, mas as pessoas com quem compartilhei momentos das minhas tantas “encadernações” estão eternamente comigo. E como as ondas do mar ela vão e voltam, uma rede que não se esgarça nem se perde.
Hoje recebi email carinhoso da Joana Angelica acompanhado desta foto. Bons tempos na redação do jornal O Globo. Creio que a foto é de 1980, pouco antes de eu chutar o balde e ir morar em Nova York. Escreviamos as matérias para o Segundo Caderno numa redação sem luxo, pra não dizer instalações precarias. Datilografávamos em laudas, faziamos copias dos nossos textos com papel carbono e sofriamos esperando o telefone dar linha para marcar entrevistas. Talvez muitos não saibam do que estou falando. Um assunto jurássico e só passaram 20 anos. E deste tempo ficou uma enorme experiencia, aprendizado que me serve a cada dia. Um tempo de integridade e respeito ao trabalho, pesquisa de assunto sem ter Google, lendo e estudando os assuntos em velhos recortes de jornais. Um tempo em que jornalista não era celebridade, era apenas uma profissão. E ficaram muitas histórias, a foto em preto e branco e uma amizade pra sempre. Léa Penteado Enviado do meu Blackberry

Pensando…

Ontem perdi o sono. Depois de “fritar” na cama por uns 15 minutos voltei pra sala, liguei a tv e o computador – nesta ordem – e fiquei esperando o sono voltar. Andei pelo facebook lendo os amigos, limpei a caixa do velho orkut, joguei buraco, terminou o programa do Jô ainda vi o começo de um filme, mas bombardeada pelo sono desmaiei… Nesta madrugada assisti muitas matérias sobre o Armando Nogueira, e apesar de não termos trabalhado juntos lembro do profissional de primeira linha. Quando algum jornalista parte penso sempre no Tim Lopes. Conheci muito jovem, cabelo black power, trabalhava como boy na Bloch Editores e morava na Mangueira. Vestindo o uniforme com calça azul marinho e camisa azul clara com a logo da empresa bordado no bolso, carregava pastas e mais pastas de fotos de um lado para outro das redações. Alguns anos depois nos reencontramos no jornal O Globo. Eu no Segundo Caderno e ele repórter iniciante cobrindo a redação geral. De vez em quando vinha até a minha mesa e trazia uns textos mais poéticos, bem diferentes do que escrevia no dia a dia. Dizia que eu era sua copy desk moral. Do jornal O Globo foi para O Dia, e aí viveu vários personagens começando a construir um belo currículo como jornalista investigativo. De lá pulou pra TV Globo e sempre nos reencontrávamos com alegria. Por incrível coincidência em dezembro de 1991 fui à São Paulo receber meu único prêmio, o honroso Marketing Best pela comunicação do Rock in Rio 2 ele também estava na cidade fazendo alguma matéria. Foi comigo na entrega do prêmio num evento onde não conhecíamos uma só pessoa. Recebi o troféu e saímos para comemorar com muito vinho. Jamais esqueci Tim que tinha nome de Arcanjo. E também outros amigos e companheiros de redação que já se foram…Gostava de estar na redação, deixei fazem muitos anos. Mas hoje, quando mandei um email para o Maneco Jr, assessor de imprensa da exposição pedindo um help, ele respondeu tão rápido que tive o sentimento de estar falando com alguém do meu lado. Hoje escrevo sozinha, não é ruim, mas as vezes perco o sono.

Velhos tempos, belos dias

Fim de tarde em Vila de Santo Andre, Bahia

Já ouvi falar de gente que tem depressão domingo à noite quando começa a musiquinha do Fantástico. Nunca tive isso, mas nos últimos meses tenho me sentido meio blue nas tardes de domingo. Tem uma música do Roberto que me traz uma enorme nostalgia quando o refrão repete “jovens tardes de domingo quantas alegrias, velhos tempos belos dias…”
As minhas maiores recordações são de fatos que aconteciam aos domingos. A missa que dava direito a um ingresso para o cinema no galpão ao lado da Igreja, a domingueira dançante no clube com as primeiras paqueras, namorar no portão, preparar a roupa para o trabalho durante a semana e depois, já morando sozinha, o lanche na casa dos meus pais. Quando morei fora do país, era no fim das tardes de domingo que telefonava pra saber notícias da família, e hoje descubro que, como na música “meus domingos são doces recordações” . Tenho me surpreendido no impulso de telefonar pra casa, jogar conversa fora, saber noticias, mas a minha casa hoje sou eu e concluo que “o que foi felicidade, me mata agora de saudades, velhos tempos, belos dias…”

Quando eu partir

Outro dia assisti no programa Saia Justa uma conversa tendo como tema um filme – acho que é japonês – , onde era dado às pessoas ao morrer a escolha de uma cena para ser levada à proxima encarnação, todo o mais seria esquecido. E Maitê, Monica, Marcia e Beth falaram sobre suas melhores lembranças. Fiquei com o assunto na cabeça e uma coisa de imediato tinha certeza : a minha lembrança para sempre seria de Vila de Santo Andre. Não estava muito certa de qual cena. Se o jardim da minha casa com direito a roseira florida, o caminho do mar, a travessia de balsa ou apenas a imensidão da praia vazia. Hoje descobri o que quero guardar para sempre. É uma cena de Sto Andre do ponto de vista de dentro do mar. O que vejo quando estou na água : o mar batendo na areia branca e na sequencia a vegetação, os coqueiros tendo como pano de fundo o céu azul. Nunca vi estampa mais linda do que essa. O mar, a areia, o verde da folhas no azul. Se me for permitido é isso eu quero levar na memória ao partir. Léa Penteado enviado do meu Blackberry

Lembra da Nalva Aguiar ?

Durante o show, a verdadeira Nalva Aguiar

Assistindo uma parte do ensaio do show Emoções Sertanejas na última terça-feira, observava cada um dos artistas no palco quando me deparei com uma “senhorinha” vestindo camiseta vermelha, os ombros um pouco arqueados, sem maquiagem ou glamour, e por eliminação, só podia ser a cantora Nalva Aguiar. Lembro do seu nome, o título de Rainha dos Caminhoneiros, mas não consegui cantarolar nenhum de seus sucessos… Ontem, assistindo ao show, quando foi anunciado o seu nome, quem entrou no palco era uma outra pessoa. Magrinha corpo ereto muito bem equilibrado no salto alto, calça justa, colete, chapéu de cowboy e lenço vermelho na mão, era a cantora Nalva Aguiar em sua verdadeira essência. Como no programa de televisão “extreme make over” ela sofreu uma transformação total. Os seus 65 anos de idade não pesavam em suas costas, era um misto de garota da Jovem Guarda com a arrebatadora cantora das festas de peão.
Fiquei ouvindo a sua interpretação segura em “As curvas da estrada de Santos”, um jeito de quem tem intimidade com palco e microfone, e nada parecia com a “senhorinha” tímida da noite anterior. No jargão do futebol “treino é treino, jogo é jogo”, mas no showbussiness mesmo no “treino” estão em clima de jogo… Ainda mais quando estão reunidos num palco 18 dos maiores nomes da música sertaneja para homenagear Roberto Carlos.
Penso na importância de cada um conhecer a sua essência e sua identidade. A Nalva sabe que é cantando no palco que ela se realiza… E às vezes as realizações estão em gestos simples. Uma outra Nalva, que serve café e cuida do nosso escritório, é imensamente feliz com seu trabalho. É detalhista na limpeza, diz que o café que faz é o melhor do mundo, e veste o uniforme preto com muita dignidade. Está sempre de bom humor e é nesse “palco” que está a sua essência.
Vivo em “palcos” distintos, em dois mundos diferentes. De um lado a minha casa no sul da Bahia, num povoado com menos de 800 habitantes, sem saneamento básico, ruas de terra batida, em uma área de preservação ambiental. Do outro, em São Paulo, a maior cidade do Brasil, das Américas e do hemisfério Sul; a 14ª. cidade mais globalizada do planeta e a mais rica da América do Sul. Em qualquer lugar a essência é a mesma… Guardada as devidas proporções faço a mesma função : abro portas, junto pontas, junto pessoas, promovo, crio, escrevo, contemplo, percebo e sou feliz. Com toda essência e identidade que me é própria.

Nalva antes, durante o ensaio...

Encontro com o Ministro

Com a filha Dandara, tocando a imagem do artista que se transforma em diversas fases.

Pontualmente às 5 da tarde chegou o Ministro. Com um jeito tranqüilo, veio caminhando pelo parque do Ibirapuera sem aparato, batedores ou segurança ostensiva. Um sorriso manso, um sotaque bahiano. Acompanhado da filha Dandara e alguns assessores, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi conhecer a Exposição Roberto Carlos 50 anos de Música. Percorreu os 4 andares da OCA, ouviu musica – contou que a sua favorita o Rei não canta mais, “E que tudo mais vá pro inferno” – , assistiu a filmes, sentou na lambreta, e como qualquer mortal curtiu o projeto que como Ministro colaborou para se tornar realidade através do uso da Lei Rouanet.
Olhando aquele jeito tão simples e entusiasmado em querer ver, ouvir, entender e admirar a obra do artista, qualquer desavisado ou pouco atento a política que estivesse por ali circulando não reconheceria a autoridade que tantas vezes quando Secretária de Cultura de Santa Cruz Cabrália quis procurar. Eu e todos os secretários de cultura de cidades do interior do país que andam com o pires na mão almejaram estar cara a cara com o poder da cultura do país.
Tive um enorme orgulho de ser Secretária de Cultura da cidade onde o Brasil começou. Um município no sul da Bahia, com pouco mais de 30 mil habitantes, inadimplente, lutando com enormes dificuldades. Uma bola de neve que não consegue parar de crescer e se repete em grande parte dos mais de 5 mil município brasileiros. Apertam o cinto para atender o básico, saúde e educação, não sobra nada para a Cultura, mesmo que exista um número hipotético no orçamento anual. Consegui com uma pequena e querida equipe – valeu Cláudia, Zé Luiz, Sr. Jique… – fazer algumas ações deliciosas que a cidade curtiu. Foi um período onde prendi mais do que ensinei. Enfrentei alem da falta de dinheiro o desafio de não ser nativa, e ao sair deixei amigos. Ficou a tristeza de não ter conseguido fazer uma Casa de Cultura. Um projeto lindo – cultural e arquitetônico – para uma casa tombada com vista para o Rio João de Tiba, com um custo em pouco mais 300 mil reais, num espaço justo e necessário para a cidade. Acesso ao conhecimento é transformador. Através do lúdico, da arte e do movimento, o conhecimento acelera a transformação. Colabora na formação de cidadãos conscientes, cria oportunidade aos jovens, traz o mundo mais perto.
Mas o convite para integrar a equipe que construiu o projeto Roberto Carlos 50 anos de música, fez com que eu saísse da Prefeitura e me trouxe para São Paulo. Mas a vida é tão perfeita, por uma mágica do destino, menos de dois anos depois, fiquei durante mais de uma hora numa boa conversa com o Ministro. Acredito que o universo conspira a favor dos sonhadores e que nada acontece na vida por acaso, quem sabe não é tempo para se recomeçar o projeto.

"... e que tudo mais vá pro inferno...", o jornalista, a filha, eu, o ministro e a advogada Cris Olivieri

 

O dia em que apareci no Jornal Nacional

Quando a jornalista Neide Duarte chegou na OCA para fazer a matéria do Jornal Nacional, disse que queria me entrevistar. Perguntei : por que eu ? E ela disse que estava na pauta e saiu pela exposição gravando cada detalhe, ate pararmos ao lado do Galaxy LTD 82 transformado em limusine onde seria a entrevista. Sentamos no banco de trás e conversamos como se estivéssemos no sofá de casa. Não contei prá ninguém sobre a entrevista, podia “dançar” na edição. E na sexta a noite, chegando em casa exausta depois da abertura da exposição, ligo a TV e me vejo nos 20 segundos de fama.

Sempre achei estranhíssimo me ver em movimento e desta vez não foi diferente. Os cabelos grisalhos, os óculos – eu ia tirar e esqueci – e estava eu em rede nacional com a blusa preta de bolas brancas e o suéter vermelho nas costas. A matéria não tinha terminado e o telefone e o Nextel começaram a tocar simultaneamente. Chegaram mensagens no facebook e por email. No meio disso me lembrei do Mario Prata em 1976, alguns dias antes do lançamento de Estúpido Cupido, sua novela de estréia na Rede Globo, quando perguntei como se sentia : “Não posso pensar que a minha mãe, meus amigos, o Brasil todo, até o Presidente da República, podem estar vendo o que eu escrevi… Se eu pensar nisso não escrevo mais…”

Eu não tenho nada que escrever, foram apenas 20 segundos no meio de uma reportagem do Rei, este detalhe fez a grande diferença. Eu não estava na feira falando do preço do tomate. Referenciava ele que é unanimidade nacional. Sei que até os moradores de Vila de Santo André me viram. “Oi Léa Santo André inteiro te viu no JN, parabéns! Reprisou hoje na Globo News, muito legal! Nena está mandando bjs, adorou a matéria e a sua fala, show!.” escreveu a Lola no FB.

No blog a mensagem do Fernando Sérgio dos tempos da TV S, primórdios do SBT no Rio em 1981, sem contar minha irmã, a Cacaia, a Ju, o Macgyver, a Lucia Chaer, a Suzana e a Rose amigas de trabalho, a Camila do Itau, a Suely e o Cesar Castanho, a Cris Ramalho, a minha prima Keila, a Paloma que enviou o link do JN, a Lopoliti, o Camarotti, o Sr. Djalma, zelador do edifício em SP, a garçonete do restaurante do MAM, e qtos mais me viram… A Tania, amiga que não vejo há tantos anos escreveu dizendo que quase não me reconheceu. Afinal não sou mais loura, mas a voz continua a mesma. E sei que estava ali por inteiro, de corpo e alma. Acredito plenamente neste trabalho. Há mais de 8 anos comecei a pensar nesse assunto quando o Dody (Sirena, empresário do Rei) disse que o Roberto planejava uma forma de expor seus carros.

A Neide Duarte no final da entrevista disse que eu falava muito bem, justifiquei que é facil falar quando se conhece o assunto. Como está escrito na caixinha de prata que ganhei no final do programa Sem Limite (TV Manchete) quando respondi sobre a vida do Flávio Cavalcanti “tudo o que vai para o coração não sai da memória.”

Ontem o  Brasil me viu ! Não consigo mensurar quantas pessoas  estavam frente à telinha da Globo. Hoje a noticia é outra, as pessoas se esquecem, mas o que falei naqueles 20 segundos é o que acredito: Roberto Carlos é a cara do Brasil, ele faz parte da trilha sonora da minha vida, da sua vida e de todos brasileiros.

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1517983-10406,00-EXPOSICAO+EM+SP+HOMENAGEIA+ROBERTO+CARLOS.html

Querida Martelli

Quando em dezembro você pediu o endereço para envio do convite da sua festa, fiquei radiante e naquele momento comecei a me preparar. Anotei a data em uma agenda hipotética, pois o novo ano ainda não tinha chegado, e fui para a minha casa na Bahia esperando voltar para São Paulo, zarpar no navio do Rei, depois teria o carnaval e logo a seguir o seu aniversário. Assim planejei o meu início de ano. Nem mesmo as mudanças ocorridas em janeiro e no inicio de fevereiro fizeram sair da agenda a sua festa. Nem mesmo um processo muito louco que tenho com festa esperadas. Confesso ter o trauma da adolescente que criava expectativa para os bailinhos do clube quando achava que um certo “alguém” ia chegar e nunca aparecia. Este foi um fantasma de muitos anos e em sua honra perdi memoráveis encontros, temia ficar esperando o improvável. Mas a vida ensina, o tempo me mostrou que festas são momentos raros e fico atenta para não cair na armadilha da garota tijucana abandonada. E foi com esse entusiasmo que sai de SP para o seu aniversário. O que eu não sabia é que esta não era apenas a festa dos 60 da Martelli, mas era passar a minha vida a limpo, rever amigos e saber como sobrevivemos… Estou fora do Rio há quase 7 anos, e do alto do “camarote” na pista de dança pude ver tantos amigos… Alguns eu conversei, outros só de longe admirei como amadureceram bem… Quantos amigos celebrando a sua eterna juventude. Dancei muito, dei otimas risadas e me diverti demais. Claro que esta festa vai ficar na sua história, e na minha e na de todos que lá estavam. Simplesmente não dá prá esquecer… Por isso, na próxima, pode colocar o meu nome na lista desde já que estarei presente. A vida é muito curta para não estamos juntos. Desejo à você saúde e perene alegria destes 60 que chegaram brilhantemente.

um beijo

em tempo : olha eu toda linda com o Edney Silvestre, e com as amigas de sempre Leda e Ramalho …

Respondendo Manuella Martins

Manuella
adoraria saber em que site vc leu esta entrevista que fiz com a Maysa em 1973…

Ouvi Maysa a primeira vez quando tinha 10 anos, ou um pouco menos. Foi por acaso, em uma noite que meus pais me deixaram dormir tarde pois tinha levado um tombo e estava com um galo na cabeça. Assistindo TV em horário que não era prá criança, ja devia passar das 9hs (!), vi a imagem daquela mulher com cabelos curtos, um pouco em desalinho caindo pelo rosto, o corpo mais cheinho, uns olhos verdes muito expressivos, andando por um estudio esfumaçado trazendo na mão uma taça com alguma bebida e cantando “Meu mundo caiu” e jamais esqueci. Semanas seguintes eu implorava ao meu pai para assistir aquele programa e ele dizia que não era prá criança, e seu eu fosse assistir iria dormir com a bunda quente, ou seja, com algumas palmadas. Concordei com ele., e durantes algumas semanas fuir dormir sentindo o ardor da palmada. Não lembro quando desisti ou se ele desistiu. 

Muitos anos se passaram e como secretária do Flavio Cavalcanti encontrei Maysa como jurada do programa. Contei a minha historia e ela me recebeu com carinho, um tipo de carinho que todos os artistas tem por seus admiradores. Mais alguns anos se passaram, eu voltei sai da TV e voltei para a mídia impressa, e um dia procurei um dia Maysa para uma entrevista. Fui a sua casa e depois da entrevista ela me entregou 4 folhas de papel tipo A4 dobradas ao meio, onde tinha escrito um resumo de sua vida… A ultima frase do seu texto ” e hoje quando entorno o caldo ele é quente não mais fervente”…

Estivemos juntas diversas vezes, mas jamais invadi seu espaço. Acho que hoje estou um pouco Maysa também, mas digo que ja fui ventania, hoje sou apenas brisa…
beijo e obrigada por ler meu blog