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De coração pra coração

Deitada na cama de massagem aquecida com lençol elétrico, cheirinho de ervas, a terapeuta ia tocando suavemente na sola dos meus pés em movimentos ritmados. O frio da noite, a trilha de uma musica relaxante e a voz tranqüila repetindo “não pensar, inspirar e expirar, atenção na respiração”. Como não pensar em alguma coisa, algum projeto, na agenda do dia seguinte ?
“Os chineses dizem que precisamos mais expirar do que inspirar, liberar as tensões” tudo isso num tom calmo como se com isso eu pudesse simplesmente esquecer quanto tenho pra fazer na semana que inicia. Mas as costas estavam tão tensas, a cabeça mal virava de um lado para o outro, o braço encurtado pelo uso constante do mouse, enfim um estado lastimável e eu tinha que colaborar.
E não sei se o cheirinho de essência, ou a musica ambiente, que mesmo a dor do toque nos pontos mais nevrálgicos foram um presente.
Tenho enorme dificuldade em relaxar. Estou sempre atenta, ligada 24hs mas chega um ponto que é preciso deixar que alguém faça alguma coisa por mim. Raro. E deixei a profissional paulista e quase vizinha de casa em Vila de Santo Andre na Bahia me levasse a pensar apenas na nossa praia. Fiquei viajando no movimento do mar e por alguns minutos saí do frio de Sao Paulo para a morna temperatura do sul da Bahia.
Ah ! Monica Paoletti, que bem você me fez neste inicio de semana. De coração pra coração, sou grata por estar alguns quilos mais leve. Como você me disse aliviar o peso das costas Nada a carregar a não ser meus próprios sonhos, sem me preocupar com o dos outros, certo ? Vou tentar, experimentar este novo movimento. Enviado do meu BlackBerry® da TIM

Grãos da mesma espiga

Quando fechei a porta do elevador e vi a luz desaparecendo nos andares abaixo, voltei para o apartamento refletindo sobre irmãos.  Acabara de despedir da minha irmã que viera passar um fim de semana paulistano e nesse momento entendi um pouco mais prá que servem os irmãos. Eles são bons prá lembrar que um dia eu tive catapora, dos detalhes do casamento de outro irmão, dos nomes de toda a família, de quem casou com quem, de quem morreu e nasceu, na verdade, aonde está a minha raiz. Irmãos lembram a essência da família, a educação, ética e moral passada pelos pais. Fazem refletir por que razão nascemos desta familia, o que mais profundo existe nesta relação. Irmãos repetem a oração do “Santo Anjo do Senhor meu zeloso guardador” e remetem a um tempo que só nós vivemos juntos, que nenhum marido nem filho nem o amante nem o amigo mais próximo pode conhecer : a infância. Mesmo que não tenha mais picolé de groselha na padaria da esquina e o sorvete agora seja de iogurte, irmãos fazem lembrar o sabor daquele pedacinho de gelo avermelhado e doce espetado em um palito, que nas primeiras lambidas ficava branco e se comprava por dois tostões. Quase nada é preciso dizer aos irmãos, e por mais que se cresça eles conhecem nosso jeito até em mudar de assunto quando o que está sendo falado não deve ser revelado. Irmão tem intimidade, mas não são invasivos. Respeitam o espaço, sabem que o tempo passou, e por mais que tenhamos seguido outros caminhos estamos ligados por uma linha invisível e eterna da vida. Irmãos lembram gargalhadas infantis, pegar a bicicleta sem pedir licença, o primeiro porre, o namoro escondido, o roubo da lata de leite condensado para tomar escondido na hora de dormir, embaixo do cobertor, como uma mamadeira. Irmãos têm a cumplicidade ao dividir um bife acebolado quando a fome é muita e a comida é pouca, emprestar aquela roupa nova, o perfume favorito e jamais contar para os pais o horário que chegou na madrugada. Mesmo que os irmãos estejam afastados, brigados por alguma razão que jamais considera tola, por conhecermos seu caráter somos até complacentes com seus erros, afinal somos grãos da mesma espiga.  Os irmãos servem prá lembrar que por mais que o tempo passe quando estamos juntos somos eternas crianças.

Fafy e Dercy

 

Fafy Siqueira como Dercy Gonçalves para a mini série da vida de Dalva e Herivelto.

Esqueci algumas historias da minha vida e não foram as tristes. Vez por outra alguém comenta algum fato, como aconteceu esta semana com a Fafy Siqueira lembrando em um email um encontro que proporcionei entre ela e a Dercy Gonçalves em 1998 para uma matéria no Jornal do Brasil. E lá se vão tantos anos, mas uma boa oportunidade para lembrar esta figura inesquecível de Dercy.

Foi no finalzinho dos anos 80 que o Canecão trouxe Dercy para o palco daquela que era a maior casa de espetáculos do Rio de Janeiro, quiçá do país. Não sei se foi o Jérson (Alvim), o Legey (Aloysio) ou o Lacet (Walter), o trio que programava a casa de shows, mas um deles me telefonou para fazer contato com Dercy e acertar detalhes sobre a estréia como preparar release, entrevistas, lista de convidados, enfim, cumprir a minha função de assessora de imprensa.  Telefonei e Dercy atendeu com uma voz de poucos amigos. Aquele jeitão desconfiado e até um pouco grosseira. Fui levando com delicadeza e respeito por sua historia, lembrando que papai se vangloriava ao contar que nos tempos em que morávamos em São Paulo e ele ia a negócios ao Rio, algumas vezes assistia espetáculos de teatro de revista com ela. Depois de resmungar um pouco disse que não tinha lista de convidados “convida quem quiser, alguém quer me ver ??” , as fotos de divulgação eram velhas e eu podia escrever o que quisesse no release… Bom, foi mais pelo ineditismo do fato “Dercy aos 80 anos estreando no Canecão”  que algumas linhas saíram para a imprensa.

A temporada foi um sucesso. No Canecão Dercy teve um “upgrade” apesar de o show ser o mesmo que fazia no teatro, mas com um palco bem maior e ótima iluminação. Mais de 3 meses em cartaz e ficamos amigas. O espetáculo começava as 21hs, mas ela chegava ao Canecão as 5 da tarde e pedia a minha presença. Ficava no camarim assistindo TV e bordando com lantejoulas as sapatilhas que usava em cena sem uso de óculos. Surpreendente ! Enquanto ela bordava eu fazia tricô assistindo as novelas da Globo. Às vezes ficava calada e cada uma no seu canto com a sua função. Em outras contava historias antigas de teatro, comentava sobre a vida, dava receitas de como fazer uma carne assada com molho ferrugem que o Boni (JB de Oliveira Sobrinho, diretor da TV Globo) adorava… Sempre com seu jeito próprio, que para muitos podia parecer escrachado mas para mim era muito engraçado. Quando terminava o espetáculo ela saía rápido. Não gostava de dar autógrafos, nem de ser cumprimentada e elogiada pelos fãs, como se envergonhasse dos tantos palavrões que dizia em cena…

De tudo o que ouvi de Dercy, ficou a lembrança de uma frase que fazia parte do show e incorporei a minha filosofia de vida “ Deus fez esta p…… muito bem feita. Deu um saco de felicidades para cada um , mas tem gente que não olha para o seu saco, só do vizinho…Presta atenção no seu saco que a vida vai ser melhor.”

Fafy querida, confesso que não lembrava da matéria do JB, mas lembro sim que você fazia “stand up comedy” antes de todo mundo e a Dercy gostava de você. O seu musical sobre a vida dela vai ser um sucesso e ela vai aplaudir de onde estiver… 

Sexta-feira

Esta sexta-feira me peguei com uma vontade louca de voltar pra casa, como se fosse uma empregada doméstica que só tem folga no fim de semana. Remexendo nos pensamentos percebo que estou em crise de teto. Não sei se minha casa é em Sao Paulo onde trabalho ou na Bahia onde, como diria Zé Rodrix “plantei meus discos, meus livros, amigos” e tudo mais. Nestes tempos em que se carrega num pen drive a trilha sonora da vida, num tablet alguns livros e se fala toda hora com muitos amigos via FB e twitter, a poesia do Zé ficaria fora de jeito. Mas a questão é muito mais de sentimento do que de fato.
As vezes penso que deveria resolver que moro em SP e tenho casa de praia na Bahia, talvez aliviasse a crise de teto. Mas enquanto não me resolvo, faço como nas boas sextas quando estou paulistana: janto na casa da Cacaia. Enviado do meu BlackBerry® da TIM

As mãos

Antes de desligar o abajur coloquei o livro na mesa de cabeceira e a luz amarelada, única no quarto, deu destaque às minhas mãos revelando manchinhas e rugas. Passei alguns minutos olhando para as mãos estendidas no ar e pensando sobre elas… Lembrei do monólogo escrito por Ghiaroni imortalizado por Procópio Ferreira, repetido e aplaudido por Bibi Ferreira, que começava Para que servem as mãos?”

Não estou agora me importando prá que elas servem, mas a razão por ter dormido com este sentimento das mãos estendidas ao alto e a lembrança voltar ao ler no FB sobre um fotografo que passou 36 anos fotografando 4 irmãs para mostrar como o tempo age … Fui no site que tem as fotos  muito lindas… Um profissional sensível, o tempo passou para estas irmãs, fico aqui a imaginar as historias e os encontros para estes links e viajo num filme, num livro…  Parecem felizes e dignas com os anos passados…

Quem procura defeitos, problemas, acaba encontrando… Estou começando a desacelerar o olhar para tudo isso… Vou procurar uma outra forma de  pensar nas quantas coisas boas as minhas mãos  fizeram em minha vida e menos na forma… Vou para o conteúdo de quantas mãos apertei, quantas pessoas conheci, quanto escrevi, quantos acenos, quantos aplausos… Elas estão ágeis, é a glória ! E esta noite quando for desligar o abajur, vou dar mais uma olhada nas manchinhas e ruguinhas com enorme gratidão…Elas contam a minha trajetória…

Mamãe mamãe mamãe

Mamãe e Bernardo no Central Park, NYC, 1981.

Num domingo das mães resolvi fazer o almoço em casa. Família convidada, cardápio caprichado, flores enfeitando a mesa posta com a melhor toalha, louça e talheres. Criativa, resolvo fazer uma surpresa: peço ao porteiro para avisar quando mamãe estiver no elevador. Deixo tudo preparado e quando o interfone chama, ligo o som que já estava programado. Resultado : uma choradeira de filhos e mães…

Hoje fica só a choradeira da filha … Ouvindo o link abaixo…

 http://www.youtube.com/watch?v=ZJeUU8QnPSU

Caixinha de música

Ele já estava atrasado para pegar o vôo, mas enquanto arrumava algumas coisas na mesa, guardava o Ipod e o notebook, ia repassando o que tenho pra fazer nas próximas semanas, quando abriu a gaveta e encontrou uma pequena caixinha preta. Colocou na mesa, continuou arrumando os papéis, falando e por uma fração de segundos deixou de pensar nas centenas de coisas/projetos/responsabilidades que o acompanham destampou a caixinha e eu bem curiosa estiquei o olho para ver o que tinha dentro: uma pequena caixinha de música.

Sou apaixonada por caixinhas de musica, já escrevi sobre isso https://leapenteado.com/2010/07/30/outra-encadernacao/ e apesar de sermos amigos há mais de 20 anos ele não tinha a mínima idéia do que esta pequena caixa podia tocar o meu coração nesta sexta-feira.  Viajei no tempo… Cabelos compridos de trança, carta para o Papai Noel : uma caixinha de música… Não veio neste tempo, conquistei com a vida… Ainda fui o acompanhando até o elevador, discutindo os últimos detalhes dos tantos projetos que temos a frente, ao mesmo tempo em que tocava  “Let it be… let it be”…   Valeu  Dody Sirena, o  brinde da Lereby, produtora do Daniel Filho, está na minha mesa…

Os Vital Brazil

Eu tinha 1 ano quando ele morreu e cresci ouvindo falar do vovô Vital, uma lenda que ia muito além da foto no álbum, onde aparecia elegantemente vestido e sentado ao lado de vovó Dinah. As minhas melhores lembranças de férias na infância estão ligadas diretamente a esta família, a casa tão grande, quase um sitio em Niterói ao lado do laboratório (hoje Instituto) e do bairro que leva seu nome: Vital Brazil. Memórias da casa de meus padrinhos Eliah (Vital Brazil) e Álvaro (Protásio) no bairro das Laranjeiras, repleta de primos e apesar do barulho da garotada tinha alguma coisa de silencioso no ar. Talvez o jeito calmo e manso dos meus padrinhos em conduzir seus 11 filhos.

 Nesta casa cercada de árvores, como muitas salas, tinha uma especial, onde estavam expostos objetos e documentos do vovô Vital distribuídos com cuidado em uma escrivaninha, estantes, quadros e aparadores.  Eu ficava horas admirando as relíquias, um verdadeiro museu. E hoje quando vi esta foto postada no FB feita no almoço da família ontem em Niterói, foi voltar ao tempo e lembrar uma historia antiga de amor e amizade…

 Minha avó Déa nasceu em Curitiba, ali vivia com os pais e quando jovem tinha uma amiga chamada Dinah, cuja mãe havia morrido. E não é que a vovó se apaixonou pelo viúvo, pai da melhor amiga? Um escândalo! “Como casar com alguém com a idade do seu pai e ainda por cima com filhos prá acabar de criar?” Mas Déa foi firme, casou com Paulo e, algum tempo depois, Dinah, para escândalo ainda maior, casou com um homem quase da idade do seu avô. O marido de Dinah era o cientista Vital Brazil, também viúvo com muitos filhos. Déa e Dinah tiveram filhos quase ao mesmo tempo.  Déa enviuvou primeiro, costurava para os seus filhos e para os de Dinah …Se consolaram nas perdas, comemoraram as conquistas, nascimento de netos e bisnetos. Dinah generosa deu uma casa prá Déa e partiu primeiro. Esta relação de carinho – amizade se perpetuou nas gerações… Como dizia papai “são os Vital Brazil” e gostei de ver a foto do vovô Vital feita por sua bisneta Inês Lampreia tendo com a modelo a trineta Maria Carolina. E viva a família !!!

quase maio

O mês de maio sempre foi de festas em casa : dia 5 era aniversário da mamãe e no domingo seguinte dia das mães. Este vai ser o segundo ano que a festa acabou, e reencontrei um texto que escrevi no penúltimo encontro que tive com ela… Patético, inesquecível…

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Caminho de casa

 Vi o dia nascer no aeroporto de Confins, vejo o dia acabar a caminho do aeroporto do Galeão. Um risco rosado no ceu azul de verão avisto enquanto o carro vai pela Linha Vermelha e sinto o indefectivel cheiro de enxofre, ou de podre, mas que tanto marcaram minha saídas e chegadas do Rio.
Não sei expressar como estou. Ou sou muito forte ou tão fragil que me escondo em um personagem. Talvez em algum momento eu desabe. Estou exausta. Sai de casa no sul da Bahia, atravessei na balsa de 1 da manhã, peguei um voô às 3h30 para BH, depois outro às 7h40 para o Rio, depois até as 14hs com minha irmã para a visita na UTI e encontrar mamãe dormindo.
“Não mamãe, isso não. Acorde só um pouquinho pra me ver.” O corpo magrinho coberto por avental. Onde estão as lindas camisolas que papai presenteava e sempre repetia a mesma piada : “pedi para a vendedora experimentar para ver se ficava bem”. Esse era o maximo de insinuação de sensualidade que ouvi em casa. E hoje mamãe esta envolta em panos. Os braços presos a cama transpiram muito. Estranho, só os braços, como se um liquido em forma de suor fosse saindo do corpo apesar do frio do ar condicionado. As mãos estão inchadas com as tantas picadas para injetar soro. Penalizada com a cena rezo em silêncio implorando para mamãe acordar. Ela não escuta. Insisto mais um pouco, agora chamando quase que em seu ouvido e aos poucos vai despertando. Vejo na máquina sob a cama que aumentam muito os numeros marcando o batimento cardiaco ao me ver. Desculpe interromper seu sono, mas filhos querem sempre atençao e eu não poderia voltar pra casa sem falar algumas coisas. Lucida ela presta atenção às graças que falo. Posso ate ouvir sua voz dizendo ” uma palhaça” seguido de um risinho curto. Mamãe nunca foi de exteriorizar sentimentos. Continuo falando, meus irmãos falam tambem, fazem sinais e ela se mexe na cama querendo sentar. Ainda não dá mamãe. O enfermeiro avisa que o tempo da visita esta acabando. Ainda faço uma prece em voz alta. Dou um beijo e ela balbucia : Deus te abençoe. Eu respondo : Deus te abençoe tambem, eu te amo.
Volto pra casa e ja não sei quando nos veremos de novo. Por enquanto mamãe ficamos combinado que vamos nos ver qualquer dia. Não mais no Natal nem no seu aniversário, nem no Dia das Mães…

O meu amigo Lula

Tempos VS : Felicia Brafman, eu, Lula e Silvana Grendene.

Na última semana a secretária de um amigo me procurou via FB. Posso até vê-lo dizendo: “quero falar com a Léa Penteado” e a esperta foi na internet e me achou. Viva o mundo virtual ! Não nos víamos há mais de 10 anos e ontem almoçamos juntos. Quem é da área de publicidade conhece Lula Vieira, um apaixonado pelo rádio, criador de um jingle de Natal marcante feito para o extinto Banco Nacional (“Quero ver, você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz…”) e exímio contador de casos. Com o jornalista Mauricio Menezes montou o genial show “Lula contra o Mau” uma profusão de comentários ácidos e debochados às suas profissões que virou sucesso no teatro. É daquele tipo de pessoa disponível para a vida proporcionar situações divertidas e inusitadas. É um dos meus tipos inesquecíveis e algumas de suas historias estão no meu repertório “de causos” que conto para os amigos. Lula é Diretor de Marketing da Ediouro e ainda escreve para o jornal Propaganda & Marketing. A crônica desta semana é deliciosa, convido à leitura : http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=64293&sid=23 .  

Lula foi sócio do Valdir Vieira em uma agencia de publicidade, a VS Escala, onde fui  Gerente de Comunicação. Eram duas casas contiguas no Humaitá (Rio de Janeiro), numa rua simpática, a Maria Eugenia, onde havia feira livre as quartas-feiras, dia que não podíamos receber clientes. Era um trabalho com jeito de família, tinha café da manhã, festas temáticas no quintal embaixo da mangueira e terapia de grupo para diretores e gerentes… Além de ser gerente na VS eu fazia um programa de entrevistas na TV, o Programa da Noite, produzido pela Teletape do Carlos Alberto Vizeu e exibido na TV Corcovado (hoje CNT). O programa era de 2ª. a 6ª., tinha uma hora de duração e eu chamava de “alegria dos assessores de imprensa”. Sempre fiquei muito sem graça fazendo TV, mas tentava abstrair as câmeras e ficava bacana. Eu gosto de conhecer pessoas e durante mais de um ano conversei com muita gente legal – acho que fiz a primeira entrevista com a Adriana Calcanhoto chegando ao Rio!! –  e é uma pena que não tenha este material para colocar no Youtube… Geralmente gravava em uma tarde ou noite os programas para toda a semana…Como não tinha cenário fixo, fazia programas em festas, bares, restaurantes, livrarias, no terraço da Teletape e até na sala de reuniões da VS….Ontem o Lula lembrou o dia em que voltando do encontro com um cliente chegou na agencia e viu a maior confusão na porta da sala de reuniões… Boys, atendimento, contabilidade, criação, todos os homens da agencia esperando a Roberta Close sair de uma entrevista. Gentilmente a bela Roberta usando um mini vestido, exibindo suas incríveis pernas, saiu distribuindo beijinhos e sorrisos… Não podia ser mais elegante mais feminina nem mais chic… Saudades do final dos anos 80 e a certeza do quanto a vida tem sido boa … Tks God !