Um dia o filho sai de casa, muda de cidade, faz seu estilo de vida. Escolhe onde morar, a parceira, o lençol com a estampa favorita, a toalha para se enxugar, os copos, panelas, enfim, vive ao seu gosto.
Um dia a mãe visita o filho e encontra uma casa com um jeito diferente. Não é mais como a casa que seu menino cresceu. Alguns objetos do passado permanecem em uma estante na sala, fotos amarelecidas em porta retratos com os sorrisos dos pais e da sua infância, uma taça de cristal da vovó, o prato da parede com o brasão da bisavó, enfim, referencias da vida.
A mãe senta-se no sofá e o filho deita em seu colo como se tantos anos não tivessem passado. O homem é apenas o menino que cresceu rápido e hoje tem seus próprios desafios. É o trabalho, o coração, o futuro, muito que se preocupar. E a mãe nada tem a fazer a não ser pedir licença para arrumar as estantes de CDs, DVDs e livros, organizar papéis e remédios em caixas, preparar um almoço, lavar a louça e ficar admirando o filho que é feliz do seu jeito. Não cabe julgar, só pedir que Deus o proteja.








