Por conta da chuva que me deixou presa em casa frente a uma mesa finalizando um mosaico, esta semana assisti algumas vezes ao programa da Fátima Bernardes. O que mais me deixa indignada é ler comentários e críticas na internet torcendo para que o programa não dê certo. Ora, seria muita ousadia uma jornalista com uma bela carreira profissional, de repórter à ancora do JN, bem casada com o bonitão do Bonner, mãe de trigêmeos ainda dar audiência em um programa que estreia um novo formato! Acredito que tem gente que pensa assim, senão seriam muito mais generosos apontando as qualidades do programa, como o desembaraço com que a nova apresentadora está frente às câmeras – não é fácil fazer programa ao vivo! – a criatividade de algumas pautas e aquela mistura de gente na plateia… Sempre há o que se acertar, eu mesma tenho algumas considerações, mas não vem ao caso. Como no futebol, todo mundo é técnico e crítico, mas há de se ter um mínimo de boa vontade. Foi uma grande mudança tirar a Fátima da bancada do JN e colocar à frente de um programa diário. É o máximo a Globo estar saindo da mesmice de sua “grade” e fazendo crescer a turma da casa. Falam na audiência caindo, mas o que é novo é assim mesmo, é preciso de tempo para formar público… E tem sempre aquele chato que vem com o sorrisinho de escárnio dizendo “querem copiar a Ophra, vão se ferrar…”. Ora bolas, existem tendencias e esta é uma delas…
Não sou uma santa em comentários sobre TV. Adoro a telinha, faz parte da minha historia e da minha vida, mas não sou derrotista. A verdade é que o programa da Fátima Bernardes foi apenas uma desculpa para eu destilar o mau humor com as pessoas que torcem para que os outros se ferrem, como se fazer sucesso fosse crime… Tom Jobim falou sobre isso, o brasileiro não perdoa. Não sei de onde vem este espírito destruidor, de inveja, baixa estima, e isto me cansa profundamente. Com meu olhar positivo coloco óculos com lentes cor de rosa e quero mais que todos sejam muito felizes… E isso não acontece apenas na Rede Globo, mas em qualquer lugar. Muitos olham prá grama do vizinho e não veem o trabalho que ele teve para manter verdinha, só apontam as ervas daninha. Cansei, quero aplauso – clap clap clap – pra todo mundo.









